A “Viva Social” é uma “empresa” vocacionada de raíz para prestar gratuitamente um serviço ao utente levando tal facto, obrigatoriamente, a que seja financiado por terceiros.
Considera também que os serviços de “acção social” são como quaisquer outros serviços prestados à sociedade e, como tal, devem ser pagos pelo preço do valor da riqueza que criam através das suas competências e capacidades em valor acrescentado e diferenciado pela inovação.
Fundamenta a “Viva Social” que as lógicas da “caridade” e da “ajuda pelos direitos legais instituidos” devem ser progressivamente complementadas, em maior escala, pela lógica da “intervenção preventiva na resolução dos problemas sociais”.
Também é do conhecimento comum das pessoas que desde sempre o estado, por mais que se esforce, por muitas e diversas razões, não consegue prover apoio a todos os cidadãos que dele realmente necessitam.
Por outro lado, a cultura humana ainda se desenvolve a partir das diferenças entre os sistemas grupais e não a partir das diferenças individuais e isso leva a que qualquer organização de apoio social seja vista como uma entidade caritativa e da responsabilidade do estado.
Tal facto, na opinião da Viva Social, leva a custos de tão grande dimensão que se tornam insuportáveis para as sociedades que cada vez com maior consciência social são obrigadas a chegar a mais pessoas que cada vez vivem mais tempo.
Porém, depois disto a questão fundamental é:
que tipo de vida para viver mais tempo?
É para dar respostas a esta pergunta que a Viva Social existe.
Também o pequeno texto que consideramos a seguir e que poderia ter sido escrito por um de nós, pode ajudar a perceber as razões de existência da “Viva Social“.
(TEXTO AUTOR ANÓNIMO)
“Vivi uma vida de trabalho, de sacrificios, contribui para criar riqueza para o país e para algumas pessoas em particular, não roubei, não parasitei, ajudei amigos e filhos, preocupei-me em ser digno, fui responsável quanto pude e soube …
Agora veio esta solidão, esta inqueitude depressiva, a falta de dinheiro, já ninguêm paga pelo meu trabalho, sinto que não sou útil, sinto-me fragilizado, desmotivado, debilitado, tenho umas doenças e outras estão à espreita…
Quem me conhece vive as preocupações das suas próprias vidas…
Estou só, sem dinheiro, sem motivação, não sei porquê! Talvez tenha tido culpa, talvez não tenha sabido construir o caminho, quem sabe…
A realidade é cruel e não é só por eu ser pobre, mas também é por eu ser pobre …”
Também não sei se quero, mas sinto que preciso de ajuda para percorrer o caminho que tenho à minha frente, fatalmente sozinho…
Mas quero que não seja nesta solidão, nesta ansiedade, não quero perder a minha autonomia, não quero degradar-me ao ponto de já não ser o que me resta pensar que sou…
Talvez mereça um bocadinho de felicidade…
É triste viver em solidão, é triste estar doente, é triste ser pobre!”
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário